Análise: Prey (PC, Xbox One, PS4)

Diante de adiamentos e até de um cancelamento, finalmente a recriação do original Prey veio a vida. Enquanto Prey 2, uma sequência do jogo de 2006 tinha sido planejada, uma série de problemas internos de desenvolvimento ocorreram após a transferência da propriedade intelectual da 3D Realms para a Bethesda, ocasionando no cancelamento do mesmo 2014. O estúdio Arkane Studios decidiu então descartar todo seu material antigo e recomeçar o projeto do zero, porém, um cenário de desconfiança aconteceu na E3 do ano passado com o anúncio do jogo. Será que ela finalmente nos entregou um produto de qualidade depois desses anos de espera?

TERROR ESPACIAL REVISITADO 

O jogo se passa em 2032, em uma realidade onde o Presidente Kennedy escapou com vida de seu famoso atentado, permitindo atualmente que os EUA invistam seu poder monetário em um programa espacial, aliando-se com a URSS na caça da raça alienígena Typhon.

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O jogador controlará Morgan Yu, um homem aparentemente normal, que saí de seu apartamento em encontro ao seu irmão Alex, na base chamada de Transtar. Após alguns testes de comportamento realizados com Morgan, seres estranhos atacam os cientistas da base e o jogador acaba envolvido no processo. Ao acordar, Morgan revisita seu apartamento e descobre que está atualmente na estação espacial Talos I, em órbita em torno da Lua-terra L2, onde a pesquisa em um alienígena hostil coletado chamado Typhon é executada.

Durante o jogo, tudo é explicado coletando informações da base, através da leitura de e-mails de cientistas do local onde contam suas diversas experiências com os alienígenas durante toda a operação. Vale ressaltar que a ambientação no espaço contribui e muito num cenário de terror e solidão, lotados de cadáveres e alienígenas em contraste com o planeta Terra e a Lua na escuridão do Universo.

PARTINDO PARA O ATAQUE

O jogador pode selecionar certos atributos de Morgan, incluindo gênero e decisões importantes tomadas pelo jogador durante o mesmo, de um modo de que essas escolhas afetarão na história e no processo de andamento do jogo. Morgan usa uma variedade de armas e habilidades derivadas da raça alienígena Typhon para evitar ser morto pelos inimigos, desde uma simples chave inglesa até um canhão de plasma.

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O Quick Select serve para uma seleção rápida de itens e armas com o uso dos digitais do controle. No entanto ele não é preciso, uma vez que você só pode escolher duas armas, um item de cura e um item de cenário. Para os fãs de primeira pessoa, a adoção de troca para quaisquer outra arma sem a necessidade de escolher uma prioritária, tornará o gameplay mais interessante.

A estação é apresentada como um mundo aberto para o jogador, com progressão através da obtenção de itens e chaves como cartões. senhas ou até mesmo achando atalhos em determinados pontos do cenário, exigindo que o jogador volte algumas vezes para áreas anteriormente exploradas, tal como um Metroidvania, abrindo novos locais para a investigação, onde poderemos encontrar novos itens, armas e segredos.

Durante o jogo você também irpa de deparar com uma nova mecânica, que irá diferenciar Prey de um jogo de tiro em primeira pessoa comum. Essa prática é chamada de NeuroMods, que são injeções de habilidade feitas em laboratório para aplicar na árvore de habilidades do personagem. Ela consiste em 3 modos: Cientista: que auxilia para criar suplementos de energia e power ups; Engenheiro: para fazer upgrades nas armas ou restaurar sua roupa e armamento; Segurança: aumenta força física e especialização no combate.

Além disso, o personagem também será capaz de mover-se em torno do exterior da estação em gravidade zero. Os alienígenas têm uma matriz de poderes diferentes que o jogador poderá ganhar ao longo do tempo, sendo que essas matrizes, combinadas com itens do cenário, pode ser utilizadas em recicladores espalhados na estação espacial.

Com a combinação destes itens, podem surgir munições e itens para cura, facilitando o andamento do jogo. Os criadores do jogo tomaram este conceito de “mega-calabouço” e definiram como uma estação espacial cheia de alienígenas hostis, exigindo que o jogador considerasse a “ecologia total” do mundo do jogo para superar obstáculos. Eles não queriam que o jogador resolvesse enigmas de solução singular, como simplesmente encontrar uma chave para uma porta trancada, mas sim “pensar nisso como um mundo vivo e dinâmico, onde há toneladas de soluções possíveis semelhantes novamente, a um jogo de estilo Metroidvania.

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A trilha sonora é uma homenagem a filmes como Moon: O Outro Lado da Lua, Tropas Estelares e Matrix.Os diálogos foram dublados e legendados em 9 idiomas, incluindo o Português-Brasileiro, sem nada extraordinário ou forçado, de maneira competente e somando os inúmeros títulos com lançamento nacional.

FINALIZANDO 

Prey é mais um adendo a jogos de exploração e terror espacial, com conteúdo decente, porém nada de revolucionário. Nas primeiras 3 horas ocorreram varias quebras de textura e paredes borradas. No dia seguinte do lançamento do jogo, a AMD lançou um patch que corrige essas falhas (lembrando que o jogo foi testado um PC Core i5 com Placa Amd Radeon R9 270x) deixando o gráfico do jogo fluído e bonito numa configuração Ultra. O reboot que a Arkane Studios nos proporcionou pode ser adicionado facilmente a lista dos bons jogos que 2017. Se você é fã da temática alien e terror no espaço, Prey é uma ótima pedida para o mês de maio.

NOTA: 4/5

Esta análise foi feita em um PC com a cópia digital do jogo cedida pela Bethesda. O jogo foi lançado oficialmente dia 5 de Maio e está disponível para PC, Xbox One e PS4. Confira também o nosso VÍDEO sobre o jogo.

 

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  • Joka

    chapas, o jogo é só em mídia digital no Brasil? Não achei para comprar para PS4, mas fiquei muito interessado depois da análise de vocês!

    • mateuskies

      chapa, realmente não sei te dizer, mas já questionei a Bethesda sobre. Assim que tivermos algo, eu ou o Rodrigo postamos aqui! Valeu, chapa

    • Lanzoni

      Pois é não tenho informações sobre isso, mas os jogos da Bethesda sempre foram lançados em ambas as midias por aqui

  • Natália

    Sou fã do primeiro jogo lá de 2006 e esse ser uma espécie de reboot me deixou um pouco triste no início, pois queria muito ver Prey 2 ganhando vida. Todo mundo tem falado bem desse jogo pelos reviews americanos, acho que vale dar uma investida então. Curti o vídeo também, guris! Obrigada.

    • Lanzoni

      Pois é, fiquei bastante curioso em zerar a versão original. Pena que não acompanhei na época.