Análise: Horizon – Zero Dawn

Desde sua primeira apresentação para o Playstation 4, Horizon Zero Dawn despertou a curiosidade e o interesse no público através de sua ideia inicial incomum: Máquinas robóticas de formato jurássico sendo caçadas por uma personagem tribal em um mundo vasto e colorido. Entre os 5 anos de produção e apresentação do jogo, seria a Guerrilla Games, empresa responsável por Killzone, capaz de atender as expectativas do grande público?

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APOCALIPSE ROBÓTICO

Horizon Zero Dawn é classificado como um RPG de ação que se passa em mundo aberto e conta com diversos elementos e tantos outras nominações que realmente não influenciam em nada os aspectos finais do jogo, pois de longe, sua premissa, personagens e criaturas robóticas são o que mais chamam atenção entre os jogadores.

Somos apresentados a Aloy, uma guerreira que vive em um mundo pós-apocalíptico em busca de respostas quanto ao seu passado. Criada por Rost, ambos exilados da aldeia matriarcal dos “Nora”, do qual faziam parte, descobrir quem é a personagem e seu passado será um dos grandes mistérios da história que Horizon tentará responder com suas mais de 40 horas de jogo.

É claro que a história do jogo tem seus pontos altos e baixos, mas se tratando da empresa que criou Killzone, onde os personagens são extremamente rasos (a quem discorde) não poderíamos esperar muito da trama. E por sorte, estávamos enganados. Os personagens principais e alguns NPC’s vão criando várias camadas de personalidade sempre que questionados, graças as árvores de diálogo presentes no jogo, necessárias para responder perguntas sobre aquele mundo e aquelas pessoas que nele vivem. Infelizmente, apesar de termos opções de resposta, elas não influenciarão em nada na história principal do jogo.

HORA DA CAÇA

Não irão faltar tarefas para realizar, como missões secundárias, trabalhos de caça e exploração. O jogador também irá encontrar uma infinidade de recursos para montar seu arsenal, além de encontrar localidades como as “ruínas de caldeirão”, que quando exploradas, fornecerão novas habilidades para a lança de Aloy. Uma das atividades secundárias essenciais para se dar bem do jogo é ir atrás dos chamados “pescoções”, robôs com o formato de um Braquiossauro, onde será necessário escalar o mesmo para obter acesso ao mapa completo, uma espécie de torre de Assassin’s Creed, mas que está sempre em movimento.

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Essas buscas e mistérios que o jogo fornece são estimuladas graças ao mapa gigantesco que a Guerrila criou para Horizon, que conta com 3 grandes áreas lotadas de ruínas, cavernas, vilas, montanhas e muitos robôs para enfrentar, além de inimigos humanos de outras tribos. Para lidar com tudo isso, Aloy disponibiliza de um arsenal que vai de lanças e arcos com diferentes mecânicas até armadilhas caseiras e poções de cura e status.

Além do já conhecido arco e flecha, muito usado em jogos como Tomb Raider e Far Cry Primal, Aloy possui um estilingue para bombas caseiras, vários tipos de armadilhas, sejam explosivas ou de choque, além de uma arma que prende os inimigos ao chão através de cabos. O uso e aprendizado de todas as armas é essencial para a sobrevivência no jogo, pois ao contrário de muitos títulos do mesmo gênero, aqui, o jogador irá usufruir de todos os armamentos diante de inimigos diferentes.

A cada inimigo morto ou abatido, o jogo presenteia Aloy com pontos de experiência e cacos, necessários para atualizar armamentos, bolsas e roupas. A experiência também é usada na árvore de habilidades, onde poderemos habilitar novas técnicas para Aloy, desde maior furtividade ao correr, maior força na hora de ataques físicos, etc. Já os “cacos”  são apenas restos de robôs e que funcionam também como o dinheiro do jogo, necessário para ser trocado por novas armas e roupas com vendedores ambulantes.

Os combates contra humanos são simplificados ao uso da furtividade ou ao ataque físico de frente. Já com os vários tipos de robôs, o jogador terá de montar estratégias para os grandes grupos deles que vivem em regiões específicas. Depois de aprender uma mecânica específica durante o jogo nas “ruínas de caldeirão”, Aloy poderá também converter os robôs para o seu lado, onde os mesmos após convertidos irão servir como montarias para atravessar regiões ou apenas como vigias para atacar inimigos.

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Outro fator interessante para nós, brasileiros, é a versão localizada pela Sony Brasil, que está com legendas impecáveis, apesar da dublagem ser comum. Com certeza, o trabalho de dublagem original merece destaque, apesar da trilha sonora do jogo ser apenas razoável e ter apenas sua grandeza no tema principal para a personagem.

FINALIZANDO

Horizon: Zero Dawn é uma mistura de tudo que já foi visto em grandes jogos do mesmo gênero, mas longe disso ser algo ruim. A história é um fator interessante e faz com que o jogador queira buscar mais sobre os acontecimentos do mundo, e por consequência, explorando todos os cantos do mapa, algo que irá beneficiar as longas horas de jogatina. Cada novo ambiente causa um deslumbre devido a seus gráficos impactantes, mantendo o jogo original por tempo suficiente para ele ser considerado um dos melhores exclusivos de Playstation 4.

NOTA: 5/5

O jogo está disponível para a plataforma Playstation 4 desde o dia 28 de fevereiro. A cópia usada para este review foi fornecida pela Sony Brasil. Confira também nossos vídeos sobre o jogo.

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  • Natália

    Parabéns pela avaliação, Six. Estou gostando bastante do jogo, mas o começo dele eu achei bastante demorado pra pegar no tranco. Outra coisa que me incomodou no jogo foi a quantidade tremenda de paredes invisíveis pelo cenário, talvez para o jogador não forçar de ir em algum lugar e ‘bugar” o game, normal de jogo de mundo aberto. De qualquer maneira, minha nota seria 4 de 5 por esses motivos. De resto, o jogo está impecável, como você disse. Abs!!

    • mateuskies

      Ah sim, tem algumas paredes mesmo, mas nada que me incomode.
      Mas DUAS coisas que eu vi nesse jogo e achei muito surpreendente

      A IA dos NPCS amigos: Naquelas missões de seguir tal NPC, quando você corre, na maioria dos jogos o NPC fica pra trás. E nesse n~çao, eles correm junto e sempre ficam A FRENTE do personagem

      Outra parada é a questão dos muros e cordas para escalar estarem pouco visíveis, dando mais realidade, ao meu ponto de vista para localizações remotas. E quando temos as cordas e os escaladores, ela até fala ” aha, alguém ja esteve aqui para colocar isso”

      FODA

  • Joka

    É O MELHOR JOGO DO ANO?? Quero sua opinião Six, pois esse ano você tem dado notas altas para muitos jogos hahaha Não sei se compro, a temática meio Far Cry Primal me distancia um pouco

    • mateuskies

      Olha, eu realmente me surpreendi. O meu grande jogo da geração passada,. quie me disse “OH SIX, ISSO É A GERAÇÃO PS3;XBOX 360” foi Assassins Creed 2 e Uncharted 2. E nesta geração, tenho certeza que é Horizon. <3

      Joga meu, a temática meio robótica muda algumas coisas muito interessantes. Não é tão Far Cry assim não, e tem detalhes muito bacanas que fazem o jogo ser tudo isso.